De repente me deu uma vontade de
ficar bem. Não que seja possível abstrair totalmente aquelas coisas que me
fazem mal, mas posso torná-las menor. Eu tenho e sempre tive certeza de tudo
que me faz bem, assim como do que me faz mal. O problema é que eu sempre tive
essa vontade de sentir o infinito, de provar todos os gostos possíveis, de voar
por ares desconhecidos. Mas hoje eu vejo que o que ficou desses voos foram as
quedas, que eram certas. Eu sempre acreditei que se algo dava errado pra mim, é
sinal de que eu é que estou fazendo algo de errado. Não sei, mas sempre fez
sentido. Sempre pensava em o que eu
poderia estar fazendo de errado, mas o que eu descobri é que não tem resposta.
Ninguém nunca vai estar tão feliz a ponto de não se entristecer com algo e nem
vai estar tão triste a ponto de não sentir uma pequena alegria. Bom, nesse
ultimo caso só se permitirmos. Usei de
vários artifícios pra sabem que eu sou, me privei de coisas que me faziam um
bem enorme, usei de outras que só me faziam mal. É estranho isso de procurar
saber quem você é, né? É como se a gente não se bastasse, como se estivéssemos
sempre insatisfeitos com aquilo que nós mesmos nos tornamos. E o pior é que é
isso mesmo. A diferença é que agora eu
sei o que quero. Uma vez ouvi que a gente só escreve sobre aquilo que sabemos
ou conhecemos. É, talvez eu já saiba de mim.
Enquanto eu puder falar..
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
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